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Procon inicia forte fiscalização em supermercados de Foz após reclamações de abuso de preços.

 


Consumidores de Foz do Iguaçu tomaram um grande susto durante a ida ao supermercado nos últimos dias. Os itens que compõe a cesta básica sofreram um grande aumento de preços, o que pegou muita gente de surpresa. Algumas pessoas chegaram a relatar que encontram pacotes de 5 kg de arroz a mais de R$ 20. O litro do óleo de soja chegou a R$ 6 em alguns locais

 

Um levantamento feito pelo Centro de Pesquisas Econômicas e Aplicadas (Cepecon), da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), mostra que a o Índice de Preços ao Consumidor de Foz (IPC-Foz) começou a subir em agosto, com aumento de 1,13% em relação ao mês anterior.

 

Óleos e gorduras em geral tiveram um acréscimo de 19,5%; cereais e leguminosas subiram cerca de 9,2%; e as carnes e peixes industrializados aumentaram em 18,8%. O preço do arroz, produto de maior reclamação dos consumidores, subiu cerca de 11,8% no último mês. O feijão-carioca, principal complemento das refeições diárias, teve aumento de 5,2%.

 

“O aumento da exportação tem diminuído a oferta interna do arroz. A alta do dólar também é um dos fatores para o aumento das exportações, uma vez que eleva as receitas dos exportadores”, explica o coordenador da pesquisa, Henrique Kawamura.

 

Após o registro de uma série de reclamações, a Coordenadoria Municipal de Proteção de Defesa do Consumidor iniciou, na manhã de ontem (9), uma fiscalização em mercados e supermercados da cidade com foco nos produtos da cesta básica. O Procon solicitará esclarecimento à Associação Paranaense de Supermercados sobre os motivos que levaram à alta dos preços praticados.

Os estabelecimentos serão notificados com o objetivo de realizar um levantamento de preços de produtos básicos. As inspeções ocorrerão ao longo da semana com o intuito de buscar soluções viáveis aos empresários e clientes.

 

Preço dos alimentos aumentou a inflação

Puxado pela alta nos preços de alimentos e da gasolina, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, subiu 0,24% em agosto. O levantamento foi divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nessa quarta-feira (9).

 

Apesar da desaceleração em relação ao mês anterior, que registrou taxa de 0,36%, trata-se do terceiro avanço seguido e o maior resultado para um mês de agosto desde 2016, quando o IPCA foi de 0,44%. Em nível nacional, os itens que mais subiram são o tomate (12,98%), óleo de soja (9,48%) o leite longa vida (4,84%), frutas (3,37%), carnes (3,33%), e o arroz (3,08%).

 

Entre as razões para o aumento nos preços dos alimentos está a alta do dólar e o aumento da demanda externa, com elevação das exportações, de produtos como arroz, estimuladas pelo real mais desvalorizado.

 

Para quem espera preços menores nos próximos meses, a expectativa não é muito otimista. Como é época de entressafra, especialistas afirmam que é difícil que os valores caiam muito até o início de 2021, pelo menos.

 

 

Da redação

Foto: AMN

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