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MundoSegurança Pública

Impressionante esquema de contrabando de armas da Argentina ao PCC, via Paraguai.




A Conexão paraguaia era chefiada por Eduardo Alberto Ramirez Cantero, o “Matungo” apelido dado por seu porte físico avantajado. No facebook, Matungo aparece sempre posando com armas e caracterizado com o gângaster de filmes de Hollywood.





A “Operação Palak” desencadeada pela polícia argentina, fez a maior apreensão de armas da história, que provinham de diversos países e eram embaladas e remetidas ao Paraguai por meio de ônibus de passageiros comum.
A rota no Paraguai seguia até Pedro Juan Caballero, na fronteira com o Mato Grosso do Sul, de onde entravam no Brasil para chegar à organizações criminosas paulistas e cariocas.

Foi uma megaoperação, na verdade, com 38 buscas e apreensões em Buenos Aires, Tandil, Bahia Blanca, Códoba, Santiago del Estero, Rosario, General Roca (Rio negro).

No total, foram apreendida 1.235 armas, 200 mil munições, 808 bombas e componentes para sua fabricação, além de 740.655 pesos, US$ 136.533, 43.780 euros, 16 veículos e celulares.

As Bomnbas eram de 125 kilos, e entre as armas havia desde fuzis, metralhadores até um canhão antiaéreo. Tudo isso viria para o Brasil.



Antecedentes...

“Matungo” já havia sido detido pela Polícia Nacional do Paraguai, em 2016 exatamente por manter um arsenal – fuzis, revólveres, escopetas e munições e outros.

Foi li9berado em 2019, más os investigadores acreditam que nunca deixou de dirigir o seu negócio de “provedor de grandes organizações criminosas”

O nome de “Matungo” apareceu ainda no ano passado, na operação “Arsenal Clandestino” da policia Argentina, quando foram apreendidas mais de 600 armas que seriam encaminhadas ao Brasil.

Com a detenção de várias pessoas, que passaram a ser monitoradas, com escutas telefônicas e tarefas de inteligência, foi então desencadeada, na semana passada a Operação Palak, que desvendou todo o esquema da quadrilha de fornecedores de armas do Brasil.

As armas eram montadas com peças adquiridas nos Estados Unidos, que entravam na Argentina por meio de encomendas. Também vinham armas e munições da Espanha, via Holanda, em contêiners. A isso se somavam produzidas na própria Argentina, numa fabrica que já não tinha autorização para funcionar.

Líder e militante das armas



Ricardo Guillermo Deisernia, considerado o líder da quadrilha, era muito conhecido no mundo dos atiradores e amantes de armas.

Foi ele quem bolou o monumental esquema de contrabando de armas, mesmo tento contra si várias ações na justiça, uma delas nos Estados Unidos, por tentativa de importar armamentos ilegalmente.

Rick Rich, um dos nomes que usava no Facebook, era defensor do porte de armas. As pessoas, segundo ele, tem o direito de ter armas, de porta-as e usa-las.

Quando adolescente, Deisernia perdeu um olho quando limpava uma arma. Mas nem isso arrefeceu sua paixão. Colecionava e depois contrabandeava armamentos. Ele tinha em casa um quarto blindado onde guardava fuzis e metralhadoras.  

Além de armas, era apaixonado por fuscas. Tinha três, todos antigos e restaurados.


Dentista Armado



O Dentista Hernán Castillo é outro destaque nesta história. Apelidado de “Louco de rifle”, devido a sua paixão por armas grandes e por ele próprio fabricar munições, o dentista mantinha , atrás do seu consultório uma sala com 45 armas pesadas e munições. Só se tinha acesso à sala por uma porta blindada.

Castilho criou há um ano uma empresa de exportação e importação de ferramentas, materiais de construção, maquinários e equipamentos industriais.

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