Turista afirma que foi intimidado após pagar por um Apple Watch que não foi entregue. O dinheiro só teria sido devolvido depois da intervenção de um amigo.
Uma viagem entre amigos a Ciudad del Este, no Paraguai, teria se transformado em um episódio de terror para um turista brasileiro. Segundo seu relato, ao exigir a devolução do dinheiro por um produto não entregue, ele foi ameaçado de morte e ouviu que seu corpo seria jogado no rio Paraná.
O grupo buscava um iPhone novo e procurou inicialmente POR UMA RENOMADA LOJA. Conforme o relato, um vendedor informou não ter o produto e indicou um intermediário, conhecido na região como “piranha”, que levou os turistas ao estabelecimento identificado como Game Zone.
Na loja, a disponibilidade do relógio teria sido confirmada e uma nota emitida para pagamento. Entretanto, depois que o brasileiro pagou no caixa, o vendedor informou que o produto não estava mais disponível.
O pedido de reembolso teria dado início às ameaças. Segundo o turista, pessoas da loja afirmaram que “ali quem mandava eram eles” e que “brasileiro não tinha vez”. Ele relata ainda que o Wi-Fi foi desligado para dificultar sua comunicação.
A denúncia mais grave é a de que o brasileiro teria sido ameaçado de morte, com a intimidação explícita de que seu corpo seria jogado no rio Paraná. O cliente só conseguiu recuperar o dinheiro, conforme o relato, após entrar em contato com um amigo que também possui negócios na cidade e interveio na situação.
Nenhum consumidor deveria temer pela própria vida ao pedir a devolução de um valor pago por uma mercadoria que não recebeu. Se confirmadas, as ameaças representam uma violência intolerável, que exige investigação e responsabilização dos envolvidos.
A devolução do dinheiro não diminui a gravidade do que foi relatado. É necessário que as autoridades paraguaias apurem a denúncia e protejam quem visita a cidade para fazer compras.
Comerciantes honestos também são prejudicados por episódios dessa natureza. A reputação de Ciudad del Este depende de confiança, respeito e segurança — e relatos de intimidação não podem ser tratados com indiferença.

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